sábado, 26 de setembro de 2009
Para relaxar...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Conflitos Armados e Terrorismo
No mundo contemporâneo tem havido conflitos de várias naturezas.
Ø Lutas entre grupos étnicos diferentes. (controle político em um país)
Ø Uma nação lutando pela divisão de parte de um território estatal para constituir um novo Estado.
Ø Guerra entre dois Estados nacionais.
Atualmente uma das preocupações principais dos governos e cidadãos é o terrorismo, principalmente nos países desenvolvidos.
Os conflitos étnicos e nacionalistas
Em alguns países, mesmo não havendo fragmentação territorial, há movimentos separatistas de minorias étnicas que anseiam por autonomia, como bascos (Espanha), chechenos (Rússia), curdos (Turquia) e ibos (Nigéria). Em geral esse separatismos estão associados a movimentos nacionalistas que buscam a autodeterminação, o controle de um território e a formação de um Estado soberano, às vezes utilizando métodos terroristas.
Esses movimentos estão na contramão da história?
E a crescente integração, especialmente em nível regional?
O terrorismo
“Prática política de quem recorre sistematicamente à violência contra as pessoas ou as coisas provocando o terror.”
Dicionário de política: Noberto Bobbio
Ø Intimidar.
Ø Disseminar o medo.
Ø Atingir algum fim.
Ø Difusão de uma ideologia.
Ø Autonomia político-territorial.
Ø Auto-afirmação étnica ou religiosa. Etc.
Em geral os guerrilheiros atacam alvos militares e pontos estratégicos do Estado em que atuam. Preocupam-se em fazer o mínimo de vítimas civis e procuram conquistar a simpatia e o apoio da população para a sua causa, porém as vezes podem lançar mão de métodos terroristas.
Já os terroristas procuram fazer o máximo de vítimas civis, com a intenção de causar pânico, e não se interessam em estabelecer nenhum diálogo com a população nem obter o seu apoio.
Exemplos de grupos guerrilheiros:
Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), Nicarágua – 1979.
Há grupos que adotam táticas terroristas contra um Estado nacional tentando separar parte do seu território ou expulsar tropas de ocupação. Encaixam-se nessa definição o ETA (espanhol), o IRA (irlandês) e os grupos terroristas chechenos. É o caso também dos atuais grupos terroristas palestinos, como o Hamas e o Jihad Islâmica, que reivindicam territórios ocupados por Israel.
Há grupos que espalham o terror como afirmação do seu fundamentalismo religioso contra a hegemonia da sociedade cristã ocidental, representada pelos Estados Unidos. Parece ser o caso da rede terrorista Al Qaeda, liderada pelo milionário Osama Bin Laden.
Ø URSS – Partido Comunista da União Soviética (PCUS), liderado por Josef Stálin, perseguia seus opositores e mandavam para campos de concentração nos anos 1920.
Ø Alemanha – Ascensão nazista sob a liderança de Hitler no início dos anos 1930. O Estado promoveu um verdadeiro processo de genocídio.
Ø África do Sul – Regime do apartheid (“Separação” em africâner), vigorou de 1948 a 1994. O aparelho estatal dominado pelos brancos explorava os negros, que viviam confinados em guetos, coagidos pela violência, sem direitos políticos mínimos.
Ø Brasil – Ditadura militar, de 1964 até 1985, quando milhares de pessoas foram presas, torturadas e até assassinadas, sem nenhum tipo de julgamento ou condenação, apenas porque faziam oposição ao governo vigente.
Ø ETA (Euskadi Ta Askatasuna – “Pátria Basca e Liberdade)
Ø IRA (Irish Republican Army – Exército Republicano Irlandês)
Al Qaeda
Conhecida por outros nomes, como Frente Islâmica mundial pela Guerra Santa contra os Cruzados e também A Rede (ou Organização). Tem sua origem no final dos anos 1980, quando Osama Bin Laden ajudou a formar os mujahedins, combatentes islâmicos, em sua maioria árabes que foram lutar no Afeganistão contra a ocupação Soviética (1979 – 1989). Os mujahedins inicialmente receberam o apoio financeiro de Bin Laden e depois dos Estados Unidos. Além disso, os norte-americanos forneceram armas e treinamento militar aos combatentes no Afeganistão.
Expulsos os soviéticos, instaurou-se uma luta pelo poder no Afeganistão, com a vitória do movimento Taliban, apoiado pelo Paquistão. O novo regime passou a dar suporte à causa antiamericana de Bin Laden, convertendo o Afeganistão num centro de treinamento de terroristas.
ETA
Mais atuante movimento nacionalista separatista europeu é o da nação basca. A Região habitada pelos bascos abrange quatro províncias espanholas e três francesas, porém sua atuação se dá sobretudo no território espanhol.
O grupo, fundado em 1958 com o intuito de difundir os valores tradicionais da cultura basca, tinha fins pacíficos, não era uma organização terrorista. Porém, com a perseguição do governo espanhol, na época sob a ditadura do general Francisco Franco, que durou de 1939 a 1975, o grupo foi posto na clandestinidade em 1966 e iniciou sua atuação terrorista. Desde então os alvos fazem parte do governo espanhol, dentro e fora das províncias bascas.
IRA
A Irlanda foi integrada em 1801 ao reino Unido. No entanto, o movimento nacionalista irlandês saiu vitorioso na Guerra Anglo-Irlandesa (1918-1991). Como resultado o sul da Irlanda ganhou estatuto de Estado Livre e proclamou sua independência em 1949, com o nome de República da Irlanda. A Irlanda do Norte permaneceu sob domínio do Reino Unido, com autonomia limitada.
Na Irlanda do Norte 54% da população é protestante e 46%, católica. Em geral os primeiros querem permanecer vinculados ao Reino Unido e os últimos querem independência. Ao conflito nacionalista de resistência a Inglaterra somou-se o conflito religioso, que assumiu um caráter de guerra civil.
Durante muito tempo o IRA teve uma atuação pacífica. No final dos anos 1960, a população católica da Irlanda do Norte intensificou o movimento pelos direitos civis e contra leis discriminatórias impostas pelos protestantes. Após o chamado Domingo Sangrento, em 30 de Janeiro de 1972, quando soldados britânicos abriram fogo contra uma manifestação de católicos e mataram 13 pessoas.
Desde então o IRA transformou-se na mais atuante e temida organização terrorista da Europa, fez vários atentados contra alvos ingleses, sempre tentando afastar o domínio britânico da Irlanda do Norte e anexá-la à República da Irlanda.
A fragmentação da União Soviética
Do ponto de vista político, o país se transformou numa ditadura de partido único, passou a ser governado exclusivamente pelo PCUS, sediado em Moscou.
Em 1985, Mikhail Gorbatchev assumiu o cargo de secretário geral do PCUS, dando início as reformas do plano político e econômico.
Ø Plano Econômico – Perestroika (Reestruturação)
O mundo bipolar começou a ruir com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e desmoronou totalmente com o fim da União Soviética em 1991.
1ª Guerra – 1994 – 1996
2ª Guerra – 1999
Guerrilheiros terroristas invadem uma teatro em 2003 em Moscou e em 2004 invadiram uma escola na cidade de Beslam, na Ossétia do Norte. Ao todo morreram 450 pessoas nesses ataques, 150 no 1º e 300 no 2º.
Questões políticas. A independência desse território poderia estimular novos movimentos separatistas, motivados por questões étnicas.
A fragmentação da Iugoslávia
A Iugoslávia foi criada numa região da Europa chamada Bálcãs, inicialmente com o nome de Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos. Em 1929, foi adotado o Reino do Iugoslávia. Após a Segunda Guerra mundial, com a chegada dos comunistas ao poder, adotando a economia planificada, controlado pelo Estado, e o regime de partido único.
Territorialmente o país foi organizado em seis repúblicas, que abrigavam as etnias majoritárias – Sérvios, Croatas, Eslovenos, Eslavos Mulçumanos, Macedônicos e Montenegrinos -, com capital em Belgrado da Sérvia. Mais tarde, foram criadas duas regiões autônomas na Sérvia: Kosovo e Voividina, que abrigavam, respectivamente, albaneses e húngaros, etnias majoritárias nessas regiões, mas minoritárias no conjunto do país.
A antiga Iugoslávia era um grande mosáico de etnias, línguas, religiões e costumes. Apesar de o país não fazer parte do bloco soviético, os ventos liberalizantes da glasnost e da perestroika também chegaram lá.
E as minorias historicamente oprimidas pelos sérvios resolveram expressar suas aspirações. Na Iugoslávia, eram marcantes as diferenças religiosas entre sérvios (ortodoxos), eslovenos e croatas (cristãos), bósnios, macedônicos e albaneses (mulçumanos). Essas diferenças foram o ponto central dos vários conflitos no país.
Em 1991, a Eslovênia declarou sua independência. Ainda naquele ano, a atitude eslovena foi seguida pela Croácia e pela Macedônia e em 1992, pela Bósnia-Herzegovina, levando ao desmembramento da federação Iugoslávia.
Desde então a Iugoslávia ficou restrita às repúblicas da Sérvia e de Montenegro. Nos anos 90, ocorreram duas guerras étnicas, a da Bósnia (1992-1995), em que os Sérvios se confrontaram com os bósnios e os croatas, e a de Kosovo (1999), envolvendo os sérvios e a minoria albanesa habitante dessa província iugoslava, que professa o islamismo.Em 2002, na tentativa de evitar nova fragmentação, o governo iugoslavo concedeu maior autonomia às duas repúblicas que formam o país, cujo nome foi mudado para Sérvia e Montenegro. Que tinham políticas externas e de defesa comuns, e mantinham moedas e economia independentes, e hoje em dia formam dois países distintos.
Conflitos no Oriente Médio
Sem dúvida é uma das regiões mais tensas e conflituosas do planeta, com guerras frequentes e atuação de grupos terroristas. Além de ser uma região estratégica, porque concentra aproximadamente dois terços das reservas mundiais de petróleo, não bastasse é uma área diversificada do ponto de vista étnico.
Após a derrota do Império Otomano na Primeira Guerra mundial, o Oriente Médio ficou sob o controle das potências imperialistas européias: Reino Unido e França. Nas décadasde 1930 e 1940, com a vitória de movimentos nacionalistas, foram constituídos vários novos Estados na região. Os árabes, a etnia predominante, ficaram divididos em vários Estados. Os limites dos novos Estados foram fixados segundo acordos firmados entre as potências colonizadoras e os chefes políticos dos clâs mais poderosos da região. Por exemplo, a Arábia Saudita ficou com o clã al-Saud (Do qual se origina seu próprio nome); o Kuwait, com a família al-Sabah etc. Alguns povos que não tinham poder e influência, acabaram ficando sem território próprio. Como é o caso dos curdos e palestinos.
A questão dos curdos.
Curdistão é o nome dado a uma região que abrange territórios da Turquia, do Iraque, do Irã, da Síria e da Armênia.

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Além da oposição dos países onde eles vivem e da histórica omissão das potências mundiais, falta unidade entre os próprios curdos: há diversas facções rivais que historicamente lutam entre si.
Em território turco, onde vive a maioria dos curdos (eles são quase 20% da população da Turquia), atua um grupo guerrilheiro, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que luta pela autonomia deste território desde a década de 1980, quando iniciou suas atividades, fez diversos ataques terroristas contra alvos do governo turco. Em 2002 mudou de nome para Congresso para a Liberdade e a Democracia do Curdistão e passou a atuar apenas politicamente.
Na porção iraquiana há dois grupos curdos que desde os anos 1990 lutam pela hegemonia no movimento de resistência ao governo de Bagdá: a União Patriótica do Curdistão e o Partido Democrático do Curdistão. O movimento separatista foi duramente reprimido pelo governo de Saddam Hussein. Somente nas eleições de dezembro de 2005 esses grupos deixaram suas divergências de lado e formaram uma coalizão para representar os curdos no novo parlamento iraquiano e lhes garantir maior participação política. Os EUA também não apóiam o separatismo curdo no Iraque para não fragmentar o país nem criar precedente que fortaleça o movimento separatista curdo na Turquia.
Israel precisa encarar a tragédia palestina de frente e dizer: 'Excetuando o suicídio, faremos tudo que pudermos para curar essa tragédia'. Vejo o conflito entre Israel e Palestina em 1948 como tragédia, porque foi um conflito entre o certo e o certo. Tanto palestinos quanto israelenses foram responsáveis por ele. Foi um conflito entre duas nações profundamente feridas, histéricas, aterrorizadas. Nenhum lado pode ter grande orgulho do que fez em 1948. Precisamos ver como poderemos curar essas feridas, lidando com os refugiados palestinos. Esses refugiados deveriam ser retirados de seus campos de refugiados agora mesmo, antes mesmo de sabermos quais serão as fronteiras exatas de uma futura Palestina. (...) É isso que é urgente, e não a culpa. Culpa é o que não falta: há o suficiente para todos.

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Entre as guerras envolvendo árabes e israelenses, a de 1967 - denominada Guerra dos Seis Dias - acentuou as rivalidades por envolver territórios de outros países. Ao final do embate, Israel invadiu a Península do Sinai (Egito), a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas de Golã (Síria). Contra essas ocupações, o Conselho de Segurança da ONU compôs a resolução 242 (1967), que exigia a retirada imediata das áreas ocupadas, mas o governo israelense jamais cumpriu tal exigência e nem por isso sofreu represálias.À medida que a conjuntura política se alterou, também a evolução dos conflitos sofreu mudanças drásticas. Após a morte de Nasser, a presidência de Anuar Sadat firmou com Israel o acordo de Camp David (Estados Unidos), em 1979, acertando a devolução dos territórios do Sinai. Esse acordo, visto pelos árabes como traição do governo do Egito à causa palestina, resultou no assassinato de Sadat em 1981. No ano seguinte, Israel invadiu o sul do Líbano, onde realizou massacres em 18 anos de ocupação, findos apenas em meados de 2000.
A situação dos palestinos confinados em áreas precárias - cujos recursos hídricos estão sob controle israelense, há altos índices de desemprego e total subjugo aos judeus - resultou na eclosão da Intifada ("revolta das pedras"). Durante alguns anos, os palestinos, sobretudo os jovens, enfrentaram as forças armadas israelenses nos territórios invadidos. Situação tremendamente desigual, que chamou a atenção da "comunidade internacional" para as condições de vida da população palestina. A resistência palestina, reunida em torno da Organização para Libertação da Palestina (OLP), criada nos anos sessenta e liderada por Yasser Arafat, deu ao povo palestino a dimensão de identidade coletiva.
Terminada a Guerra Fria e reduzido o apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel, iniciaram-se conversações para o estabelecimento de um processo de paz. As primeiras reuniões ocorreram em Madri, em 1991. Dois anos depois, o líder palestino Yasser Arafat e o primeiro-ministro israelense Itzhak Rabin (1922-1995) firmaram o Acordo de Oslo I, em setembro de 1993, sob o patrocínio de Washington. O aperto de mãos entre os dois representou simultaneamente o reconhecimento do Estado de Israel por parte da OLP (pois na carta de fundação da organização estava prevista a destruição do Estado judeu) e a aceitação da OLP por parte de Israel, como legítima representante do povo palestino. No ano seguinte, a Autoridade Nacional Palestina passou a controlar alguns territórios da Cisjordânia e a Faixa de Gaza.
O segundo acordo de Oslo (set. 1995), ampliou as áreas em questão e estabeleceu um cronograma para a retirada das tropas israelenses de porções da Cisjordânia. Porém, o assassinato de Rabin em novembro de 1995 abalou a política interna e repercutiu sobre o "processo de paz". Nas eleições do ano seguinte, sob uma nova onda de atentados contra alvos judeus, Benyamín Netanyahu (1996-99), do partido de direita Likud, acabou eleito e jogou um balde de água nas conversações. Além de estimular a criação de novas colônias judias em territórios palestinos, ele se referia a Arafat como terrorista.
A eleição de Ehud Barak em maio 1999, do Partido Trabalhista, favorável ao processo de paz, retomou as negociações. Inclusive, um corredor foi criado ligando a Faixa de Gaza à Cisjordânia. Mas o apoio interno de Barak diminuiu em meados de 2000. E o ponto central da questão palestina, ou seja, a declaração do Estado palestino em setembro de 2000, foi postergada. Arafat já havia declarado simbolicamente o Estado palestino em 1988, quando estava exilado.
Para o intelectual palestino Edward Said, crítico do processo, a paz corrupta de Arafat com Israel perdoou o movimento sionista por tudo que fez aos palestinos, a começar pela destruição de sua sociedade e a expulsão obrigatória de 70% deles da Palestina, em 1948, e acrescenta: nunca poderá haver paz entre os árabes palestinos e os judeus israelenses (e os muitos partidários da diáspora) até que se reconheça publicamente que a forma pela qual Israel despojou, oprimiu e roubou o povo palestino é uma questão de política de Estado.(...) Enquanto se negar ou se evitar encarar de frente a realidade básica - que Israel existe, como Estado judeu, graças ao fato de haver suplantado os direitos de todos os palestinos com um direito judaico 'superior' -, não pode haver nem conciliação nem coexistência verdadeira. (Folha de S. Paulo, 12 out. 1997, p. 1-25).
A onda de distúrbios ocorrida na segunda quinzena de setembro de 2000, quando o exército israelense reprimiu duramente manifestações palestinas na Cisjordânia e em Jerusalém, causando a morte de mais de uma centena de palestinos, inclusive de crianças indefesas, parece corroborar a tese de Said. Concessões significativas e a renúncia de Israel a ter um Estado exclusivamente judeu parecem ser o ponto-chave para uma verdadeira paz.
É muito difícil um acordo de paz nessa região, pois há radicais dos dois lados. Do lado palestino há três organizações que tem sido responsáveis por ataques terroristas contra a população israelense: o Hamas, a Jihad Islâmica e as Brigadas dos Mártires de al-Aqsa (grupo armado ligado a Fatah). Esses grupos são contrários a qualquer concessão a Israel e acreditam que os judeus devem ser expulsos da Palestina.
Do lado de Israel há os fundamentalistas religiosos que tem feito ataques contra árabes. Eles são contrários a qualquer concessão aos palestinos e acreditam que a “terra santa” só pertence aos judeus. Foram contrários à retirada dos colonos judeus que viviam em gaza e em alguns assentamentos na Cisjordânia, portanto em territórios já oficialmente devolvidos aos palestinos.
Todos vídeos, imagens e citações deste e de outros posts tem função meramente ilustrativa, lúdica e/ou sintética. Jamais foram, são ou serão alusão, demonstração ou sentimento de causa por e para algum veículo de comunicação específico ou aparelho ideológico. Igor Peixe
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Energia e Meio Ambiente: Geração de Energia Elétrica
Hidrelétricas
As usinas hidrelétricas (ou hidroelétricas) são sistemas que transformam a energia contida na correnteza dos rios, em energia cinética que irá movimentar uma turbina e, esta um gerador que, por fim, irá gerar energia elétrica.
A construção da usinas hidrelétricas se dá sempre em locais onde podem ser aproveitados os desníveis naturais dos cursos dos rios e deve-se ter uma vazão mínima para garantir a produtividade. De acordo com o potencial de geração de energia podemos classificar as hidrelétricas em: PCH’s, ou Pequenas Centrais Hidrelétricas, que operam em uma faixa de geração de 1 a 30 MW e com um reservatório de área inferior a 3km²; e GCH’s, ou Grandes Centrais Hidrelétricas, que operam com potências acima de 30MW.
A maior hidrelétrica do mundo é a Itaipu Binacional (Brasil e Paraguai), com capacidade de geração de 12.600 MW.
As hidrelétricas podem receber classificações ainda, de acordo com o tipo de queda ou o tipo de reservatório, mas o princípio de funcionamento é o mesmo: a água, armazenada em um reservatório (represa), passa pela turbina fazendo-a girar. A turbina por sua vez, está acoplada a um gerador que transforma a energia da turbina em energia elétrica.
Os principais componentes das usinas hidrelétricas, também são quase sempre os mesmos: a barreira, ou represa, onde fica armazenada a água que irá gerar a energia e é, na maioria das vezes, aproveitado para atividades de lazer pela população, assim como, é também o maior responsável pelo impacto ambiental de uma usina; o canal, por onde a água passa assim que a porta (ou comporta) de controle é aberta enviando água para o duto que a levará às turbinas; turbinas, geralmente do tipo “Francis” (com várias lâminas curvas em um disco que ao serem atingidas pela água, giram em torno de um eixo) e que fazem cerca de 90 RPM (rotações por minuto); geradores, eles possuem uma série de ímãs que produzem corrente elétrica; um transformador elevador, que aumenta a tensão da corrente elétrica até um nível adequado à sua condução até os centros de consumo; fluxo de saída, (ou tubo de sucção) que conduz a água da turbina até a jusante do rio; e as linhas de transmissão, que distribuem a energia gerada.
Geração Elétrica (Abastecimento)
Termelétricas
Há vários tipos de usinas termelétricas, sendo que os processos de produção de energia são praticamente iguais porém com combustíveis diferentes. Alguns exemplos são: Usina a óleo; Usina a carvão; Usina nuclear e Usina a gás.
Geração Elétrica (Abastecimento)
Termonucleares
Existem duas formas de aproveitar a energia nuclear para convertê-la em calor: A fissão nuclear, onde o núcleo atômico se subdivide em duas ou mais partículas, e a fusão nuclear, na qual ao menos dois núcleos atômicos se unem para produzir um novo núcleo.
Blindagem: Concreto, chumbo, aço, água: Evita o escapamento de radiação gama e nêutrons rápidos.
LWR - Light Water Reactors: Utilizam como refrigerante e moderador a água e como combustível o urânio enriquecido. Os mais utilizados são os BWR(Boiling Water Reactor ou Reator de água em ebulição ) e os PWR (Pressure Water Reactor ou Reatores de água a pressão), estes últimos considerados atualmente como padrão. Em 2001 existiam 345 em funcionamento.
Energia limpa é tema de encontro entre autoridades do Brasil
Da Redação do pe360graus.com
O uso da energia limpa, que agride menos o ambiente, foi tema de uma discussão em Pernambuco na segunda-feira (17). Autoridades de todo o país estiveram no Recife para falar sobre os desafios e as oportunidades nos setores de biocombustíveis. Participaram do encontro o presidente do Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar), Renato Cunha, e o superintendente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Florival Rodrigues.
Eles defendem o uso do bagaço da cana-de-açúcar para a fabricação de etanol, que é usado como combustível para os motores flex e que também pode ser utilizado para motores estacionários em sistemas isolados, como destacou Renato Cunha. “No futuro Fernando de Noronha poderia ter o etanol como combustível para poder gerar energia”, disse.
O presidente do Sindaçúcar e o superintendente na ANP também defendem a produção do biodiesel no Nordeste que recentemente foi favorecido por uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética que determinou o aumento de até 4% de biodiesel utilizado no Brasil.
A decisão é para diminuir a poluição do ambiente. “O diesel, o petróleo, têm um percentual de enxofre que contamina o ambiente através de emissões de particulados e principalmente das chuvas ácidas e quando se coloca uma mistura de combustível, que é o caso do biodiesel que é isento de enxofre, você consequentemente está diminuindo a poluição atmosférica", explicou Florival Rodrigues.
Para certificar que essa determinação está sendo obedecida a Agência Nacional do Petróleo realiza dois tipos de controle: via balanço de compras e vendas. “Quando uma distribuidora compra uma determinada quantidade de diesel tem que obrigatoriamente ter os 4% de biodiesel que ela compra nos leilões que a ANP faz regularmente. Além desse controle fiscal e de balanço de quantidades, há também os laboratórios de combustíveis espalhados pelo Brasil inteiro que faz essa análise de qualidade determinando se aquele diesel tem os 4% de biodiesel", disse o superintendente na ANP.
ENERGIA SOLAR
Outra alternativa para a diminuição do impacto negativo da produção de energia no ambiente é o uso de energia solar. No Recife, na Cidade Universitária, uma casa já funciona com o uso da energia solar. Além de melhor para o ambiente, o uso dessa tecnologia também reduz a conta de energia. “Essa forma de geração de energia elétrica está crescendo muito no mundo. No caso específico da casa, onde se tem 5,5 metros quadrados de área que capta o sol, é possível reduzir até 40% da conta de energia elétrica quando se faz uma média anual”, disse o professor Heitor Scalambrini Costa.
Apesar de chamar atenção para o fato de que qualquer tipo de energia é poluente, o professor defende o uso de alternativas que agridam menos o ambiente. “Qualquer tipo de energia polui, mas temos que procurar a que menos agride o ambiente, e sem dúvida a energia solar para a produção de energia elétrica é a que menos polui”, defendeu.
Apesar da produção de energia solar ser interrompida à noite e diminuída em dias de chuva, neve ou em locais com poucas horas de sol, esse tipo de energia ainda é o mais indicado como alternativa à energia convencional, por ter uma fonte inesgotável de energia, utilizar equipamentos de baixa manutenção e abastecer locais aonde a rede elétrica comum não chega.
“Lamentavelmente nós escutamos essa semana autoridades governamentais dizendo que vão instalar no Nordeste minas de energia nuclear para a geração elétrica. Eu considero que tanto para o Brasil, quanto para o Nordeste,essa fonte para gerar energia elétrica não é desejável quando a gente vê a quantidade de sol, de vento, de biomassa, principalmente a produção da bioeletricidade, que seria a queima do bagaço que nós fazemos muito pouco no Brasil e no Nordeste”, disse Heitor Scalambrini.
Confira os principais tipos de energia limpa:
O sol pode ser aproveitado como fonte de calor e de luz. A energia solar é abundante e permanente, renovável a cada dia, não polui e nem prejudica o ecossistema. A energia luminosa pode ser transformada em energia elétrica ou mecânica.
A energia eólica é gerada com a força dos ventos. Eles giram pás de grandes cataventos que acionam um gerador, produzindo corrente elétrica. É uma fonte de energia que pode abastecer lugares onde a rede elétrica comum não chega.
As águas do mar também geram energia limpa. Movimentam turbinas que acionam geradores de eletricidade, num processo parecido com o da energia eólica.
O biogás, resultado da transformação de excrementos de animais e lixo orgânico, como restos de alimentos, em uma mistura gasosa, que substitui o gás de cozinha, derivado do petróleo.
Os biocombustíveis, com a geração de etanol e biodiesel para veículos a partir de produtos agrícolas (como semente de mamona e cana-de-açúcar) cascas, galhos e folhas de árvores,que sofrem processos físico-químicos.
Pernambuco está na lista dos estados que podem receber usina nuclear
A Eletronuclear, empresa que administra as usinas nucleares no Brasil, vai fazer estudos, junto com a Comissão Nacional de Energia Nuclear, para escolher o lugar no Nordeste onde vai ser instalada a Central Nuclear. A área de interesse é no litoral entre a Bahia e Pernambuco. A Agência de Desenvolvimento do Governo de Pernambuco já se manifestou favoravelmente à construção das usinas no Estado.
Foi instalado no Recife, um escritório da Eletronuclear. O presidente da empresa, Othon Luiz Pinheiro da Silva, que é responsável pelo Programa de Desenvolvimento do Ciclo do Combustível Nuclear e da Propulsão Nuclear para Submarinos da Marinha da Presidência, tirou dúvidas sobre a energia nuclear no Brasil.
De acordo com ele, o local de implantação da Central Nuclear do Nordeste será definido com base em mais de dois mil critérios. “Estamos escolhendo dois locais por estado que sejam absolutamente corretos, estamos verificando para avaliar todas as restrições que podem ter”, afirmou o presidente.
Depois se selecionadas algumas alternativas, a Central Nuclear tem que ser aprovada pelo Congresso Nacional, explica Othon Luiz da Silva. “Temos que dar possibilidades ao Governo de um cardápio de possibilidades”, disse. “Começamos a trabalhar nisso há quase um ano, a localização do escritório é a fase final, temos que fazer levantamentos locais e parte social. O ideal é colocar a central onde provoque o desenvolvimento daquela micro-região”. A lista deve ser apresentada ao Governo até o início do ano que vem.
O presidente da Eletronuclear diz que a usina nuclear é como se fosse uma caldeira. “Mas ao invés de queimar combustível tradicional, queima o combustível nuclear, que tem a vantagem de não gerar gás carbônico”, observa.
Segundo Othon Luiz da Silva, a instalação de uma central gera muito pouco impacto ambiental na área, mas fomenta a economia local e gera novos empregos. “A produção no Nordeste deve gerar de seis a sete mil empregos durante a construção, e no funcionamento normal de uma central como essa, que começa com duas usinas e depois serão até seis usinas, que devão gerar até dois mil empregos diretos”, avalia.
Os nordestinos que vão trabalhar na central precisarão de qualificação. “Vamos estabelecer uma escola técnica próxima ao local, porque além de resolver o problema de mão-de-obra, diminui a rotatividade. Estamos fazendo isso em Angra”, explica. “Para nível superior, teremos três centros, no Rio, SP e estamos fazendo um acordo com a Universidade Federal de Pernambuco. A ideia é formar no Brasil no mínimo 50 mestres nessa ciência por ano”.
ACIDENTE
Apesar dos benefícios, a energia nuclear também gera o temor de acidentes, como o que ocorreu em 1986, na Ucrânia. A explosão da Usina de Chernobyl foi o maior acidente nuclear da história. A nuvem de radioatividade chegou a atingir a União Soviética na época, além de Europa Oriental e Reino Unido.
A temperatura chegou a atingir 200°C. Não se sabe, ao certo, o número de pessoas mortas pelo acidente e pela radiação liberada. Moradores tiveram que abandonar suas cidades. Em dezembro de 2000, depois de várias negociações internacionais, a Usina de Chernobyl foi desativada.
Há duas correntes para tentar explicar o que houve: falha humana e defeito no projeto do reator, especificamente nas hastes de controle. O presidente da Eletronuclear acredita na segunda possibilidade e diz que a central de Chernobyl nunca deveria ter sido instalada. “O reator usava grafite no núcleo, era um tipo de reator diferente e não tinha contenção”, explica. “Em Three Miles Island teve um acidente das mesmas proporções, mas não morreu ninguém, porque a central tinha proteção contra os acidentes”.
O deputado federal Fernando Gabeira, do Partido Verde, acredita que não há grandes preocupações na instalação de novas centrais nucleares. “Na Europa, existe a tendência de aceitar mais usinas nucleares, por causa do aquecimento global, e lá tem pouca água e pouco sol”, comentou. “Mas eu acredito que o caminho do século XXI é energia solar, nas suas várias formas. Acredito que ela vai superar todas as outras formas e em 30 anos isso não será mais uma grande discussão”.
Para Othon Luiz Pinheiro da Silva, o importante é garantir o fornecimento de energia elétrica com o menor impacto ambiental. “A energia nuclear é o ‘filho bastardo dos ambientalistas’, a sociedade brasileira não vai conviver com o resíduo nuclear, é pouco e é estocado, e não polui. Um dia ela será reconhecida”.
O valor estimado de todo o processo de implantação da Central Nuclear do Nordeste gira em torno de R$ 20 milhões. A primeira usina deve começar a ser construídas em 2019, e a segunda, em 2021.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Democracy 2.0
No dia 04 de Novembro de 2008, Barack Obama foi eleito o 44° Presidente dos Estados Unidos da América e se tornou o primeiro presidente negro da história daquele país. O presidente Obama, entretanto, não foi pioneiro apenas neste aspecto. Ele também é considerado o político que realizou a primeira campanha eleitoral efetivamente do Séc. XXI. Para se ter uma ideia, sua campanha ultrapassou o número de 3 milhões de contribuintes individuais, mais que o dobro do número de George W. Bush, quatro anos antes. A sua campanha, porém, ficou realmente marcada por ter sido uma campanha focada na tecnologia, em especial na Internet, ou melhor, na Web 2.0.
O perfil de Obama no Facebook tinha mais de 3 milhões de “amigos” (seis vezes mais que McCain), a lista de e-mail da campanha tinha cerca de 13 milhões de pessoas (mais que todas as listas do Partido Democrático juntas), além dos 57 perfis no My Space, um site e um blog oficial (sem contar os mais de 100 não oficiais), perfis no Facebook e Twitter (onde Obama obteve cerca de 250 mil “followers”) e 2 mil vídeos no Youtube (o principal deles foi visto por mais de 8 milhões de pessoas, atingindo uma notoriedade muito maior que na TV aberta). Não podemos dizer que Obama venceu por causa da Internet, mas sem ela dificilmente ele teria atingido essa vitória.
Após as eleições, durante a transição, Obama criou o site change.gov onde os cidadãos americanos podiam se cadastrar e submeter propostas para o novo governo, além de permitir que os usuários atribuissem notas a cada proposta, destacando as melhor avaliadas. O site, em apenas oito dias, recebeu mais de 125 mil usuários e 44 mil propostas, avaliadas 1.4 milhões de vezes. Os temas mais frequentes nas propostas foram economia, energia e meio ambiente. Uma das propostas, relacionada a emissão de poluentes pela indústria automotiva, foi colocada em lei por Obama já em Janeiro deste ano. Após a posse, o site foi migrado para http://whitehouse2.org/ e renomeado para White House 2.0.
Outra iniciativa que segue o mesmo caminho é o http://www.whitehouse.gov/open/ uma comunidade criada para promover debates e colher informações diretamente dos cidadãos, somando ao conhecimento dos funcionários públicos o conhecimento dos cidadãos, fazendo com que o governo tenha certeza que está tomando as decisões mais acertadas, de acordo com os desejos da sociedade americana. Por último, destacamos o Mixedink (http://www.mixedink.com/opengov/), uma ferramenta de wiki para que os cidadãos construam de forma colaborativa recomendações sobre como realizar um governo mais aberto, focando em três pilares: transparência, colaboração e participação.
Enquanto o Congresso Nacional Brasileiro discute a utilização ou não de dinheiro público em campanhas eleitorais, Barack Obama rejeitou tal artifício e focou nas contribuições individuais de baixo valor, mas bastante numerosas. Com isso, conseguiu mais de 6 milhões de doações abaixo de 100 dólares, o que constituiu a maior fonte de verba para custear a campanha.
O sucesso do presidente Barack Obama já despertou o interesse dos políticos brasileiros, que deverão importar tais iniciativas e utilizá-las na próxima campanha presidencial brasileira. O que resta saber é se, da mesma forma como está acontecendo lá, essas mudanças irão realmente se concretizar na política daqui e a opinião da sociedade brasileira será realmente ouvida, respeitada e levada em consideração pelo governo ou se continuaremos numa era em que políticos como nosso atual (por quanto tempo ainda?) presidente do Senado José Sarney se refere à internet como um “tsunami avassalador” que “acabou com a privacidade e os direitos individuais foram condenados a serem dinossauros de letras nas Constituições”. Os dinossauros, nesse caso, me parecem outros, Senhor Presidente.
Publicado em: http://rafaelbsoares.wordpress.com/ (Acessado em 18-08-2009)
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Respondendo a algumas questões:
2-) Com a mecanização agrícola, o que aconteceu com agricultores de países desenvolvidos e subdesenvolvidos que migraram para as cidades?
terça-feira, 28 de abril de 2009
Fenômenos Climáticos - O caso El Niño e La Niña
Os processos de troca de energia e umidade entre eles determinam o comportamento do clima, e alterações destes processos podem afetar o clima regional e global.
Representa o aquecimento anormal das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.
A palavra El Niño é derivada do espanhol, e refere-se a presença de águas quentes que todos os anos aparecem na costa norte do Peru na época de Natal. Os pescadores do Peru e Equador chamaram a esta presença de águas mais quentes de Corriente de El Niño em referência ao Niño Jesus ou Menino Jesus.

Anomalia de temperatura da superfície do mar em dezembro de 1998 mostrada na figura acima. Os tons avermelhados indicam regiões com valores acima da média e os tons azulados as regiões com valores abaixo da média climatológica. Pode-se notar a região no Pacífico Central e Oriental com valores positivos, indicando a presença do El Niño. Dados cedidos gentilmente pelo Dr. John Janowiak - CPC/NCEP/NWS/NOAA-EUA.
Algumas observações:
Evento de El Niño e La Niña tem uma tendência a se alternar cada 3-7 anos. Porém, de um evento ao seguinte o intervalo pode mudar de 1 a 10 anos;
As intensidades dos eventos variam bastante de caso a caso.
O El Niño mais intenso desde a existência de "observações" de TSM ocorreu em 1982-83 e 1997-98.
Algumas vezes, os eventos El Niño e La Niña tendem a ser intercalado por condições normais.
Como funciona a atmosfera durante uma situação normal e durante uma situação de El Niño?
El Niño resulta de uma interação entre a superfície do mar e a baixa atmosfera sobre o Oceano Pacifico tropical. O inicio e fim do El Niño é determinado pela dinâmica do sistema oceano-atmosfera, e uma explicação física do processo é complicada Para que vocês possam entender um pouco sobre isso, propõe-se um "modelinho simples”.
1)Imagine uma piscina (obviamente com água dentro), num dia ensolarado;
2) Coloque numa das bordas da piscina um grande ventilador, de modo que este seja da largura da piscina;
3) Ligue o ventilador;
4) O vento irá gerar turbulência na água da piscina;
5) Com o passar do tempo, você observará um represamento da água no lado da piscina oposto ao ventilador e até um desnível, ou seja, o nível da água próximo ao ventilador será menor que do lado oposto a ele, e isto ocorre pois o vento está "empurrando" as águas quentes superficiais para o outro lado, expondo águas mais frias das partes mais profundas da piscina.

É exatamente isso que ocorre no Oceano Pacífico sem a presença do El Niño, ou seja, é esse o padrão de circulação que é observado. O ventilador faz o papel dos ventos alísios e a piscina, é claro, do Oceano Pacífico Equatorial. Águas mais quentes são observadas no Oceano Pacífico Equatorial Oeste. Junto à costa oeste da América do Sul as águas do Pacífico são um pouco mais frias. Com isso, no Pacífico Oeste, devido às águas do Oceano serem mais quentes, há mais evaporação. Havendo evaporação, há a formação de nuvens numa grande área. Para que haja a formação de nuvens o ar teve que subir.
O contrário, em regiões com o ar vindo dos altos níveis da troposfera (região da atmosfera entre a superfície e cerca de 15 km de altura) para os baixos níveis raramente há a formação de nuvens de chuva. Mas até onde e para onde vai este ar? Um modo simplista de entender isso é imaginar que a atmosfera é compensatória, ou seja, se o ar sobe numa determinada região, deverá descer em outra.
Se em baixos níveis da atmosfera (próximo à superfície) os ventos são de oeste para leste, em altos níveis ocorre o contrário, ou seja, os ventos são de leste para oeste. Com isso, o ar que sobe no Pacífico Equatorial Central e Oeste e desce no Pacífico Leste (junto à costa oeste da América do Sul), juntamente com os ventos alísios em baixos níveis da atmosfera (de leste para oeste) e os ventos de oeste para leste em altos níveis da atmosfera, forma o que os Meteorologistas chamam de célula de circulação de Walker, nome dado ao Sir Gilbert Walker.
A figura a seguir mostra a célula de circulação de Walker, bem como o padrão de circulação em todo o Pacífico Equatorial em anos normais, ou seja, sem a presença do fenômeno El Niño. Outro ponto importante é que os ventos alísios, junto à costa da América do Sul, favorecem um mecanismo chamado pelos oceanógrafos de ressurgência, que seria o afloramento de águas mais profundas do oceano. Estas águas mais frias têm mais oxigênio dissolvido e vêm carregadas de nutrientes e micro-organismos vindos de maiores profundidades do mar, que vão servir de alimento para os peixes daquela região. Não é por acaso que a costa oeste da América do Sul é uma das regiões mais piscosas do mundo. O que surge também é uma cadeia alimentar, pois os pássaros que vivem naquela região se alimentam dos peixes, que por sua vez se alimentam dos microorganismos e nutrientes daquela região.

Circulação observada no Oceano Pacífico Equatorial em anos sem a presença do El Niño ou La Niña, ou seja, anos normais. A célula de circulação com movimentos ascendentes no Pacífico Central/Ocidental e movimentos descendentes no oeste da América do Sul e com ventos de leste para oeste próximos à superfície (ventos alísios, setas brancas) e de oeste para leste em altos níveis da troposfera é a chamada célula de Walker. No Oceano Pacífico, pode-se ver a região com águas mais quentes representadas pelas cores avermelhadas e mais frias pelas cores azuladas. Pode-se ver também a inclinação da termoclima, mais rasa junto à costa oeste da América do Sul e mais profunda no Pacífico Ocidental.
Deve ser notado, na figura acima, que existe uma região chamada de termoclina onde há uma rápida mudança na temperatura do oceano. Esta região separa as águas mais quentes (acima desta região) das águas mais frias (abaixo desta região). Os ventos alísios "empurrando" as águas mais quentes para oeste, faz com que a termoclina fique mais rasa do lado leste, expondo as águas mais frias.
Vamos agora voltar ao nosso "modelinho". Vamos imaginar o seguinte:
Desligue o ventilador, ou coloque-o em potência mínima. O que irá acontecer?
Agora, o arrasto que o vento estava provocando na água da piscina irá desaparecer ou diminuir. As águas do lado oposto ao ventilador irão então refluir para que o mesmo nível seja observado em toda a piscina. O Sol continuará aquecendo a piscina e as águas deverão, teoricamente, estar aquecidas igualmente em todos os pontos da piscina. Certo?
Então vamos correlacionar novamente com o Oceano Pacífico. O ventilador desligado ou em potência mínima, significa neste caso o enfraquecimento dos ventos alísios. Veja que os ventos não param de soprar. Em algumas regiões do Pacífico ocorre até a inversão dos ventos, ficando estes de oeste para leste. Agora, todo o Oceano Pacífico Equatorial começa a aquecer. E como dito anteriormente: aquecimento gera evaporação com movimento ascendente que por sua vez gera a formação de nuvens. A diferença agora é que ao invés de observarmos a formação de nuvens com intensas chuvas no Pacífico Equatorial Ocidental, vamos observar a formação de nuvens principalmente no Pacífico Equatorial Central e Oriental.

Padrão de circulação observada em anos de El Niño na região equatorial do Oceano Pacífico. Nota-se que os ventos em superfície, em alguns casos, chegam até a mudar de sentido, ou seja, ficam de oeste para leste. Há um deslocamento da região com maior formação de nuvens e a célula de Walker fica bipartida. No Oceano Pacífico Equatorial podem ser observadas águas quentes em praticamente toda a sua extensão. A termoclina fica mais aprofundada junto à costa oeste da América do Sul principalmente devido ao enfraquecimento dos ventos alísios.
Figuras gentilmente cedida pelo Dr. Michael McPhaden do Pacific Marine Environmental Laboratory (PMEL)/NOAA, Seattle, Washington, EUA.


O que é La Niña?
La Niña representa um fenômeno oceânico-atmosférico com características opostas ao EL Niño, e que caracteriza-se por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña.
Você agora deve estar pensando. Ora, La Niña, como é o oposto, ou seja, é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, então os efeitos são exatamente opostos!
NÃO É BEM ASSIM!!!!!
O termo La Niña ("a menina", em espanhol) surgiu, pois o fenômeno se caracteriza por ser oposto ao El Niño. Pode ser chamado também de episódio frio, ou ainda El Viejo ("o velho", em espanhol). Algumas pessoas chamam o La Niña de anti-El Niño, porém como El Niño se refere ao menino Jesus, anti-El Niño seria então o Diabo e portanto, esse termo é pouco utilizado. O termo mais utilizado hoje é: La Niña.

Anomalia de temperatura da superfície do mar em dezembro de 1988. Plotados somente as anomalias negativas menores que -1ºC.
Pois bem. Agora, ao invés de desligar o ventilador, vamos ligá-lo com potência maior, ou seja, fazer com que ele produza ventos mais intensos. O que vai acontecer?Vamos tentar imaginar ? Com os ventos mais intensos, maior quantidade de água vai se acumular no lado oposto ao ventilador na piscina. Com isso, o desnível entre um lado e outro da piscina também vai aumentar. Vamos retornar ao Oceano Pacífico. Com os ventos alísios (que seriam os ventos do ventilador) mais intensos, mais águas irão ficar "represadas" no Pacífico Equatorial Oeste e o desnível entre o Pacífico Ocidental e Oriental irá aumentar.
Com os ventos mais intensos a ressurgência também irá aumentar no Pacífico Equatorial Oriental, e portanto virão mais nutrientes das profundezas para a superfície do Oceano, ou seja, aumenta a chamada ressurgência no lado Leste do Pacífico Equatorial. Por outro lado, devido a maior intensidade dos ventos alísios as águas mais quentes irão ficar represadas mais a oeste do que o normal e portanto novamente teríamos aquela velha história: águas mais quentes geram evaporação e consequentemente movimentos ascendentes, que por sua vez geram nuvens de chuva e que geram a célula de Walker, que em anos de La Niña fica mais alongada que o normal. A região com grande quantidade de chuvas é do nordeste do Oceano Índico à oeste do Oceano Pacífico passando pela Indonésia, e a região com movimentos descendentes da célula de Walker é no Pacífico Equatorial Central e Oriental.
É importante ressaltar que tais movimentos descendentes da célula de Walker no Pacífico Equatorial Oriental ficam mais intensos que o normal o que inibe, e muito, a formação de nuvens de chuva.
Em geral, episódios La Niñas também têm freqüência de 2 a 7 anos, todavia tem ocorrido em menor quantidade que o El Niño durante as últimas décadas. Além do mais, os episódios La Niña têm períodos de aproximadamente 9 a 12 meses, e somente alguns episódios persistem por mais que 2 anos. Outro ponto interessante é que os valores das anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) em anos de La Niña têm desvios menores que em anos de El Niño, ou seja, enquanto observam-se anomalias de até 4, 5ºC acima da média em alguns anos de El Niño, em anos de La Niña as maiores anomalias observadas não chegam a 4ºC abaixo da média.
Episódios recentes do La Niña ocorreram nos anos de 1988/89 (que foi um dos mais intensos), em 1995/96 e em 1998/99. "




Fonte:
Livro - O El Niño e Você - o fenômeno climático
Autor - Gilvan Sampaio de Oliveira
Imagens e Textos retirados de :
http://enos.cptec.inpe.br/
Um mundo organizado em blocos.
O capitalismo tende a se expandir continuamente; no entanto a divisão do mundo em Estados Nacionais, com suas respectivas fronteiras, moedas e alfândegas, cria barreiras para a circulação de mercadorias e capitais.
A formação de blocos Econômicos é uma tentativa de reduzir essas barreiras em escala regional. Organismos internacionais como, a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), buscam o mesmo objetivo em escala mundial, especialmente com o advento da globalização.
Dependendo do grau de integração, é possível definir quatro tipos de blocos econômicos:
• a zona de livre comércio;
• a união aduaneira;
• o mercado comum;
•A união econômica e monetária.
Os Blocos Americanos
Associação Latino-Americana de Integração (Aladi)
Primeira tentativa de integração, na América Latina, em 1960, com a criação da então Associação Latino-Americana para o Livre Comércio (Alalc), cuja proposta nunca realizada, era criar uma grande zona de circulação livre de mercadorias, sem incidência de impostos entre os seus países membros. Em outras palavras, seu objetivo era o de promover o comércio intra-regional entre seus países membros e o estabelecimento de um mercado comum latino americano.
Pelo Tratado de Montevidéu, de 1980, a Alalc foi transformada em Aladi, para dar continuidade ao processo de integração econômica.
É formada por 12 países: Bolívia, Equador, Paraguai, Chile, Colômbia, Cuba, Venezuela, Peru, Uruguai, Argentina, Brasil e México.
Nafta (North American Free Trade Agreement)
É o acordo Norte Americano de Livre Comércio: uma zona de livre comércio formada por Estados Unidos, Canadá e México. Entrou em vigor em 1º de Janeiro de 1994, quando as barreiras alfandegárias entre esses países começaram a ser eliminadas.
A criação do Nafta faz parte da estratégia dos Estados Unidos de fortalecer-se diante de seus competidores europeus da União Européia e da Ásia e enfrentar um mundo em que a globalização avança. O Nafta entretanto é apenas o começo dessa estratégia norte-americana, cujo objetivo final é a criação da Alca.
Mercosul (Mercado Comum do Sul)
É a união aduaneira de cinco países da América do Sul. Em sua formação original o bloco era composto por quatro países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Desde 2006, a Venezuela depende de aprovação dos congressos nacionais para que sua entrada seja aprovada.
As discussões para a constituição de um mercado econômico regional para a América Latina remontam ao tratado que estabeleceu a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC) desde a década de 1960. Esse organismo foi sucedido pela Associação Latino-Americana de Integração na década de 1980. À época, a Argentina e o Brasil fizeram progressos na matéria, assinando a Declaração de Iguaçu (1985), que estabelecia uma comissão bilateral, à qual se seguiram uma série de acordos comerciais no ano seguinte. O Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, assinado entre ambos os países em 1988, fixou como meta o estabelecimento de um mercado comum, ao qual outros países latino-americanos poderiam se unir.
Com a adesão do Paraguai e do Uruguai, os quatro países se tornaram signatários do Tratado de Assunção (1991), que estabelecia o Mercado Comum do Sul, uma aliança comercial visando a dinamizar a economia regional, movimentando entre si mercadorias, pessoas, força de trabalho e capitais. Inicialmente foi estabelecida uma zona de livre comércio, em que os países signatários não tributariam ou restringiriam as importações um do outro. A partir de 1 de janeiro de 1995, esta zona converteu-se em união aduaneira, na qual todos os signatários poderiam cobrar as mesmas quotas nas importações dos demais países (tarifa externa comum). No ano seguinte, a Bolívia e o Chile adquiriram o status de associados. O Chile encontra-se em processo de aquisição do status de associado pleno depois de resolver alguns problemas territoriais com a Argentina. Outras nações latino-americanas manifestaram interesse em entrar para o grupo, mas, até o momento, somente a Venezuela levou adiante sua candidatura, embora sua incorporação ao Mercosul ainda dependa da aprovação dos congressos nacionais do bloco.
Em 2004, entrou em vigor o Protocolo de Olivos (2002), que criou o Tribunal Arbitral Permanente de Revisão do Mercosul, com sede na cidade de Assunção (Paraguai). Uma das fontes de insegurança jurídica nesse bloco de integração era a falta de um tribunal permanente.
Muitos sul-americanos vêem o Mercosul como uma arma contra a influência dos Estados Unidos na região, tanto na forma da Área de Livre Comércio das Américas quanto na de tratados bilaterais. Uma prova disso é a criação da Universidade do Mercosul, que vai priorizar a integração regional no modelo de educação.
O objetivo do governo brasileiro é o de pelo Mercosul, integrar toda América do Sul numa zona de livre comércio que envolveria o Mercosul, a Comunidade Andina (Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia), o Chile a Guiana e o Suriname. Esse processo integracionista resultaria na área Sul-Americana de Livre Comércio, que tornaria a economia desses países mais forte e competitiva. Intenção essa que os EUA pretendem dificultar ao lançar a Alca.
Caricom
A CARICOM, antiga Comunidade e Mercado Comum do Caribe e atual Comunidade do Caribe é um bloco de cooperação econômica e política, criado em 1973, formado por quatorze países e seis territórios da região caribenha.
Estabelecido em 4 de Julho de 1973 pelo Tratado de Chaguaramas (Trinidad e Tobago) e com sede em Georgetown (Guiana), a CARICOM veio substituir a CARIFTA (Associação de Livre Comércio do Caribe), que existia desde 1965.
Países-membros:
Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago.
Territórios associados:
Bermudas, Montserrat (1974), Ilhas Virgens Britânicas, Turks e Caicos (1991), Ilhas Caimán, Anguilla (1999).
MCCA
O Mercado Comum Centro-Americano, ou somente MCCA, foi criado em 1960 e é formado até hoje pelos países fundadores Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua e El Salvador.
Nasceu da tentativa de promover a paz na região, afetada por graves conflitos bélicos, como a Guerra do Futebol.
Em 4 de junho de 1961 foi assinado o Tratado de Integração Centro-Americana com o objetivo de criar um mercado comum nessa região.
Na mesma época foi criado o Parlamento Centro-Americano (Parlacen) e a Corte Centro-Americana de Justiça, que ainda não possui caráter permanente.
Hoje, os Estados-Membros do MCCA designaram um grupo de trabalho para preparar o processo de constituição da União Centro-Americana, nos mesmos moldes da União Européia.
Comunidade Andina
A Comunidade Andina de Nações é um bloco econômico sul-americano formado pela Bolívia, Colômbia, Equador e Peru (Venezuela deixou o bloco). O bloco foi chamado Pacto Andino até 1996 e surgiu em 1969 com o Acordo de Cartagena. A cidade-sede da secretaria é Lima, no Peru.
A comunidade andina possui 120 milhões de habitantes, em uma área de 4,700,000 quilômetros quadrados, com um produto interno bruto nominal de 280 bilhões de dólares.
Em 8 de Dezembro de 2004, os países membros da Comunidade Andina assinaram a Declaração de Cuzco, que lançou as bases da União de Nações Sul-Americanas, entidade que unirá a Comunidade Andina ao Mercosul, em uma zona de livre comércio continental.
Bolívia (desde 1969), em processo de se integrar ao Mercosul.
Colômbia (desde 1969), na estrutura da Unasul e membro associado do Mercosul.
Equador (desde 1969), na estrutura da Unasul e membro associado do Mercosul.
Peru (desde 1969)
Membros associados:
Argentina (desde 2005), na estrutura da Unasul.
Brasil (desde 2005), na estrutura da Unasul.
Chile (membro oficial de 1969-1976, observador 1976-2006, membro associado desde 24 de novembro de 2006, quando foi assinada a "Ata de Constituição da Comissão Mista entre a Comunidade Andina e o Chile" - é o primeiro passo para o retorno do Chile ao bloco, inclusive porque, nesta mesma Ata, criou-se um grupo de trabalho para pensar nas formas de representantes chilenos passarem a integrar os órgãos do bloco).
Paraguai (desde 2005),na estrutura da Unasul.
Uruguai (desde 2005), na estrutura da Unasul.
ALCA (Área de Livre Comércio das Américas)
A Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) é um acordo comercial idealizado pelos Estados Unidos. Este acordo foi proposto para todos os países da América, exceto Cuba, segundo o qual seriam gradualmente derrubadas as barreiras ao comércio entre os estados-membros e prevê a isenção de tarifas alfandegárias para quase todos os itens de comércio entre os países associados.
Este acordo foi delineado na Cúpula das Américas realizada em Miami, EUA, em 9 de Dezembro de 1994. O projeto é resultado da tendência, no contexto da globalização, onde os países procuram estreitar as relações comerciais por meio de uma integração mais efetiva, onde as trocas comerciais possam acontecer de forma menos burocrática e com maiores incentivos.
A ALCA seria composta por 34 países americanos, na prática os mesmos que integram a Organização dos Estados Americanos, exceto Cuba. Sua população seria de aproximadamente 800 milhões de habitantes e possuiria PIB superior a US$ 13 trilhões.
A iniciativa da criação de uma Área de Livre Comércio das Américas, lançada pelo Presidente George Bush, visa à criação de um imenso espaço econômico hemisférico. Estabeleceram-se negociações regulares, organizadas em torno dos temas de investimentos, serviços, acessos a mercados, agricultura, propriedade intelectual, políticas de competição, compras governamentais, resolução de disputas, trabalho e meio ambiente e, enfim, subsídios, anti-dumping e medidas compensatórias.
Durante sete anos, as negociações foram conduzidas sem que as sociedades tivessem conhecimento dos acordos que estavam tramitando. O início de 2005 foi estabelecido como prazo para a assinatura do Acordo, que deveria passar a funcionar no final deste ano.
Em 2001, por pressão da opinião pública, o texto da negociação foi disponibilizado no site da ALCA. O Governo de George W. Bush, que assumiu no início dos tempos tinha suas prioridades fora do continente e adotava uma postura unilateral no plano internacional. Ironicamente, todo esse poder e determinação produziram crescentes problemas para a ALCA. A Argentina sofreu seu colapso, enquanto a recessão se instalava no continente. Governos contrários ao projeto norte-americano também chegavam ao poder (Equador, Brasil e Argentina).
As manifestações do presidente Bush de que não estaria disposto a retirar os gigantescos subsídios agrícolas à agricultura americana e o protencionismo a produtos como o aço, devem-se à proximidade das eleições norte americanas nas quais deve concorrer à reeleição, bem como a medidas unilaterais destinadas a defender a economia americana.
O governo brasileiro, por sua vez, começou a negociar mais firmemente visando a defender os interesses econômicos brasileiros. Como Global Trader, ou seja, como um país que se relaciona comercialmente com vários outros, o Brasil deseja manter suas relações com diversas áreas do mundo, priorizando o Mercosul e a integração sul-americana através da Comunidade Sul-americana de Nações.
Na última reunião da ALCA, realizada em Port of Spain, os Estados Unidos deixaram claro que não estavam dispostos a ceder nas questões agrícolas e antidumping. Ocorre que para os países do Mercosul estes temas são fundamentais e, além disso, há questões na ALCA que não lhes interessam. Assim, não foi possível encerrar as negociações em 2005, embora alguns acreditem na possibilidade de ocorrer uma espécie de Mini ALCA ou ALCA Light.
Assim, a assinatura da ALCA, que muitos consideravam "inevitável" afigura-se mais complicada a cada dia, pela combinação de medidas unilaterais e exclusão de temas pelo governo americano com um novo protagonismo negociador pelo lado sul-americano, especialmente o Brasil. Apenas Chile e Colômbia são defensores das teses de Washington, sendo que a posição do Chile poderá ser alterada após a eleição de uma Presidente declaradamente "de esquerda". A questão é que os pontos das negociações que o Brasil deseja ver implementados não interessam aos EUA e vice-versa. O grande problema é que sem o apoio do Brasil a ALCA não será implementada, pois os EUA já têm acesso às economias dos demais países, que são de dimensões menores que a brasileira. Desta forma, a rodada final das negociações passa a ser marcada por um nível de incerteza que não existia anteriormente.
Atualmente, os Estados Unidos vêm preferindo celebrar tratados bilaterais de comércio com os Estados da América Latina, estratégia que permite a essa grande potência exercer maior poder de pressão.
Vale destacar que a ALCA foi literalmente BARRADA pelo povo Latino Americano. Sob a liderança do Presidente Lula a ALCA foi definitivamente deixada de lado.
