terça-feira, 2 de agosto de 2011

BRICs ou RICs?



A sigla BRICs trata-se de um rótulo para definir quatro os países (Brasil, Rússia, Índia e China) com uma boa projeção de futuro. Em comum entre eles, existe apenas a grandeza física, já que, de acordo com as expectativas do Banco Milênio, com o avançar de suas economias, eles devem competir entre si. Há pessoas que não acreditam na capacidade do Brasil em figurar nesta sigla e falam até de um BRIC sem “B”, duvidando da força econômica brasileira. Mas a verdade é que os RICs possuem problemas, vulnerabilidades e potencialidades tão grandes quanto os nossos.
Com uma cultura milenar, a China conseguiu equilibrar um sistema econômico ocidental a um sistema político oriental, fazendo com que, aos poucos, o mundo se adaptasse a eles. O grande desafio dos políticos chineses é a integração de milhões de pessoas aos benefícios do crescimento econômico. Não basta ter um grande potencial, se ele não for capaz de atender os anseios da população. Outro aspecto problemático do país é a sua necessidade de recursos provenientes de terceiros. Em resumo, a China não é tão sustentável ou dona do seu futuro quanto parece, não sendo prudente, portanto,  acreditar em uma ascensão em longo prazo.
A Índia, assim como o Brasil, tem como ponto positivo: a facilidade de alinhar-se aos interesses dos países desenvolvidos. O dilema indiano em relação ao seu crescimento econômico trata-se da maneira de gerar riqueza: seria ela suficiente para criar uma inclusão social? Por quanto tempo a força-motriz do seu crescimento será apenas a tecnologia de informação e serviços de call center? Como assegurar sua expansão financeira com estas evidentes limitações?
O R do BRIC fala de uma Rússia, politicamente provocadora e capitalista, na medida do possível. Com uma economia pouco diversificada (dependente de exportações de commodities energético) e com o peso do Estado ainda presente, falta um dinamismo característico da livre iniciativa em áreas estratégicas, como em pesquisa e desenvolvimento.  O problema russo parece ser o de conseguir olhar para frente, quando a classe política e as elites ainda parecem olhar para trás. Apesar de todo o seu crescimento, a Rússia precisa buscar um lugar mais seguro na economia mundial.

Mesmo o Brasil não figurando muito bem em diversos rankings internacionais e ser claro o fato de que temos grandes reformas por fazer, não estamos em uma posição tão desfavorável aos demais BRICs. Ao contrário da China e Rússia, somos uma grande e vigorosa democracia que assegura a liberdade dos seus cidadãos. Também não temos conflitos étnicos, religiosos ou relações arriscadas com nossos vizinhos, como ocorre na Índia. Não podemos negar que o nosso país tenha problemas que precisam ser resolvidos urgentemente, porém são solucionáveis no contexto democrático que sustentamos.
O futuro do “B”de BRICs é tão incerto quanto o de seus parceiros de sigla e depende, como para eles, das opções de política pública que fizermos ao longo do tempo. No entanto, o Brasil reúne condições até mais favoráveis do que as do RICs. É necessário valorizar isso como premissa do trabalho que a nação deve realizar, com pragmatismo e objetividade.
Fonte: Revista da ESPM

domingo, 19 de junho de 2011

Viagem do Conhecimento - National Geographic Brasil

O que é?
Desafio National Geographic é a maior olimpíada de Geografia do Brasil. Em sua quarta edição, o evento integra o projeto Viagem do Conhecimento, idealizado pela revista National Geographic Brasil e realizado pela Editora Abril.

Objetivos

- Estimular jovens estudantes de Ensino Fundamental e Ensino Médio, com seus núcleos familiares e escolares, a conhecer melhor o espaço, o país e o mundo onde vivem;
- Disseminar a cultura de viagem como experiência para ampliar o conhecimento do Brasil e do mundo;
- Contribuir para a melhoria da qualidade de ensino da disciplina de Geografia e áreas afins;
- Propiciar o enriquecimento do trabalho de professores em escolas públicas e particulares, contribuindo para sua valorização profissional;
- Incentivar estudantes e educadores a avaliarem as relações sociedade-natureza sob uma perspectiva crítica, ética, solidária e sustentável.
Como participar
- O Desafio National Geographic 2011 é aberto a alunos regularmente matriculados no oitavo e nono anos (antigas sétima e oitava séries) do Ensino Fundamental e na primeira série do Ensino Médio.
- Alunos não podem se inscrever individualmente. As inscrições das escolas devem ser feitas pelo professor de Geografia, coordenador pedagógico, vice-diretor ou diretor. Basta deixar seu nome e turma na sessão dos comentários que eu efetuo a inscrição. Deixe seu nome, série e escola. (Apenas para os estudantes do Colégio Apoio, BJ Colégio e Curso e Escola Mater Christi) Localizadas na cidade de Recife, se você não estuda nessas escolas, contate seu professor de Geografia e peça para que ele faça a inscrição da escola e a sua.
- O Desafio é realizado em três etapas: Local, Regional e Final, conforme previsto no calendário.
O que estudar
Os principais assuntos que serão contemplados nas provas do Desafio 2011 podem ser pesquisados na Matriz de Referência, como relações sociedade-natureza, usos dos recursos naturais, sustentabilidade, cidades, patrimônios culturais da humanidade, inovações nos sistemas de energia, transportes, comunicações e informações, a mobilidade espacial e a constituição de uma escala global de relações humanas, além de habilidades de leitura, produção e interpretação de mapas e textos em diferentes gêneros.
Calendário
6/6 Início das inscrições       
29/7 Término das inscrições       
3/8 Download da 1ª prova disponível na área restrita (apenas para professores)
10/8 1ª prova – Fase Local
12/8 Divulgação do gabarito da Fase Local    
12/8 Divulgação das escolas-sede da Fase Regional  
19/8 Prazo final para cadastramento dos alunos para a Fase Regional
2/9 Início do envio da prova da Fase Regional para as escolas-sede
24/9 Realização da prova Fase Regional 
30/9 Prazo final para envio dos gabaritos da Fase Regional
15/10 Prazo final para correção dos gabaritos da Fase Regional
20/10 Divulgação dos finalistas para Fase Final
17 a 20/11 Fase Final e evento de premiação


Prêmios
Os alunos selecionados nas fases Local e Regional são premiados com uma viagem à cidade indicada pelo Comitê Gestor para sediar a Fase Final, acompanhados de seus pais e professores responsáveis, onde será disputada a Fase Final. Haverá uma intensa programação cultural pelos principais pontos turísticos da cidade, além de um Trabalho de Campo acompanhado pela Equipe Pedagógica do Viagem do Conhecimento.

Regulamento
É importante que todos leiam atentamente o regulamento do Desafio. 


sábado, 4 de junho de 2011

A cidade "Moribunda"!

A história é a seguinte: um artigo da revista “Newsweek”, uma das mais famosas do mundo, classificou a cidade americana de Grand Rapids, no Michigan, de “moribunda”.

Revoltados, moradores e autoridades da cidade se mobilizaram e, em vez de apelar aos tribunais, recorreram à… música. Isso mesmo! Música.
No último dia 22, a cidade parou (literalmente) para gravar um clipe da música “American Pie”, de Don McLean. Entre bandas, desfiles, carreatas, efeitos especiais, helicópteros e até um casamento, 5 mil pessoas foram envolvidas.
O resultado foi uma resposta à altura e um filme que críticos americanos já estão considerando como “o maior clipe de todos os tempos”…
Segue parte da descrição do vídeo. (desconciderem alguns erros literais de tradução).
"The Grand Rapids LipDub vídeo foi filmado 22 de maio, com 5.000 pessoas, e envolveu uma paralisação geral da cidade de Grand Rapids, que estava cheia de bandas, desfiles, casamentos, carreatas, pontes em chamas, e decolagens de helicópteros. É o maior e mais longo vídeo LipDub, até à data.
Este vídeo foi criado como uma resposta oficial para o artigo da Newsweek chamado Grand Rapids uma "cidade moribunda". Nós discordamos fortemente, e queriamos criar um vídeo que envolvesse a paixão e energia crescente que todos nós sentimos crescer exponencialmente, nesta grande cidade. 
Sentimos  que a música de Don McLean "American Pie", uma canção sobre a morte, poderia ter um final, triunfante e cheio até a margem com a vida e esperança. "- Rob Bliss, Diretor e Produtor Executivo
* Nota: O "novo recorde mundial" designação que se refere ao tamanho e alcance, e não a duração. 
Storyboards e arte conceitual por Greg Oberle.
Esta produção de 40.000 dólares foi integralmente financiado pela generosidade de patrocinadores locais
O vídeo tem o formato de LipDub que foi um "estilo" criado por estudantes alemães, o LipDub é um vídeo que combina uma trilha sonora contagiante e um grupo de pessoas dublando essa música. E o que deixa esse vídeo mais interessante é a forma como ele é feito, sem cortes. A gravação só termina quando a música acaba.

A idéia é simples. Basta reunir um grupo de pessoas, escolher uma trilha e gravar o clipe. Mas para ter um resultado bacana, esse clipe deve ter espontaneidade, autenticidade, participação e, principalmente, diversão.

Curtam...





terça-feira, 31 de maio de 2011

Devolva o meu sotaqaue...

Sou do Recife, a maior cidade pequena do mundo. Por aqui, mania de grandeza é bóia: temos o maior Shopping da América Latina (improvável), a maior avenida em linha reta do Brasil (duvide-o-dó), o maior bloco de carnaval ao ar livre do planeta (vá lá, esse pode até ser), somos recordistas em ataques de tubarão, temos o canal mais fedorento do mundo (isso eu tenho quase certeza que é verdade) e que, além de fedorento tem as únicas comportas em forma de caranguejo do universo.

É assim, a gente se orgulha de tudo, uma resenha.
Ok, exagero, eu sei! Deixemos esse bairrismo exacerbado de lado, mas precisei exemplificá-lo para que você, leitor de qualquer outra parte do mundo, entenda como a gente fica arretado ao ver o galã da telenovela das seis dizer um VISSE no lugar errado, com a entonação errada, na frase errada!
Nada contra essa “nordestinização” globalizada. Mas, já que vai fazer, movéi, que faça direito. Ainda não vi na história novelística brasileira, um ator/atriz (Suzanna Vieira inclusive e principalmente) que tenha entoado um sotaque de forma convincente.
A historinha televisiva é bonita, tem uma direção de arte linda, figurino interessante, mas porque, eu pergunto, insistir nesse danado desse sotaque que atores cariocas/paulistas não dominam? Vôte!
Não podia ser simplesmente como a outra telenovela que se passava na Índia, mas que todo mundo falava português? Licença poética! É de mentirinha, a gente já sabe disso, então pode tudo. Só não pode grear com sotaque dos outros. Sem fuleragem, né?
A gente já tem que engolir ser chamado de “paraíba” a vida toda (nada contra, muito pelo contrário, amo meus vizinhos paraibanos) mas, cada um no seu quadrado!
Sabe aquela aula de geografia que você faltou? Pois foi justamente nela que ensinava que Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Ceará são lugares DIFERENTES. Parecidos, mas diferentes.
Já pensou eu chegar no Rio chamando carioca de paulista? Tu não ia estilar?
- Oxe, mas é bem pertinho e (pra gente) o sotaque é quase igual. Pode não?
Pode não! Paraibano é paraibano e pernambucano é massa. Eita, deixei escapar odanado do bairrismo que tava escondido debaixo do tapete, foi mal aí, movéi.
Desculpem o arrudeio, mas é porque OXE e EITA são assuntos importantes pelas bandas de cá, VISSE?


Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. A partir de hoje escreverá aqui (Lá no Blog do Noblat) sempre às segundas-feiras sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog -Batida Salve Todos

quarta-feira, 13 de abril de 2011

“DO’H!” Oi?!?!


Siga atentamente as instruções a seguir:
2 - Digite o código 129806.
3 - Aperte o cinto e boa viagem até… Springfield?!?
Depois fazem episódio sacaneando o Brasil e adivinha quem reclama. Pois é.
Dica do Comandante Leonardo. (do site www.kibeloco.com.br)

sábado, 9 de abril de 2011

Top 500 de supercomputação: Tupã entre os mais poderosos do mundo para tempo e clima


De acordo com o Top 500, que lista os mais rápidos sistemas computacionais do mundo, o Tupã, novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ocupa o 29º lugar, a mais alta colocação já alcançada por uma máquina instalada no Brasil. O resultado também o classifica como o mais poderoso do hemisfério Sul. O Top 500 é produzido a cada seis meses e atual lista foi divulgada neste mês de novembro.  Confira em http://www.top500.org/list/2010/11/100
Com velocidade máxima de 258 TFlop/s, equivalente a 258 trilhões de cálculos por segundo, Tupã é hoje o terceiro mais poderoso entre os supercomputadores dedicados à previsão numérica operacional de tempo e de clima sazonal. Considerando as aplicações para mudanças climáticas, fica em oitavo lugar. Esta classificação coloca o Brasil entre os países capazes de gerar cenários futuros de clima que irão apoiar o quinto relatório do IPCC, o painel da ONU que avalia as conseqüências do aquecimento global.
O Tupã, um XT6 da Cray, foi adquirido com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Instalado no INPE de Cachoeira Paulista (SP), atenderá aos centros de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do próprio instituto, além dos grupos de pesquisa, instituições e universidades integrantes da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas (Rede CLIMA) do MCT, do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas.
Avanço
Com o Tupã, que deve entrou em plena operação no início de 2011, o INPE pode gerar previsões de tempo mais confiáveis, com maior prazo de antecedência e de melhor qualidade, ampliando o nível de detalhamento para 5 km na América do Sul e 20 km para todo o globo. Será possível prever ainda eventos extremos com boa confiabilidade, como chuvas intensas, secas, geadas, ondas de calor, entre outros. As previsões ambientais e de qualidade do ar também serão beneficiadas, gerando prognósticos de maior resolução, de 15 quilômetros, com até seis dias de antecedência.

A nova máquina também será fundamental para o desenvolvimento e implementação do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global, que incorporará todos os elementos do Sistema Terrestre (atmosfera, oceanos, criosfera, vegetação, ciclos biogeoquímicos, etc), suas interações e como este sistema está sendo perturbado por ações antropogênicas (por exemplo, emissões de gases de efeito estufa, mudanças na vegetação, urbanização, etc.). Este esforço envolve um grande número de pesquisadores do Brasil e do exterior, provenientes de diversas instituições, o que se constitui num projeto interdisciplinar de desenvolvimento de modelagem climática sem precedentes entre países em desenvolvimento.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Xenofobia à vista!!!

Foi o Nordeste que deu a vitória de Dilma?


Antes de responder à pergunta, tome seu tempo e leia estes comentários pós-eleição:









A essa altura você já deve ter entendido o motivo desses ataques de xenofobia. Mas como começou? O que foi o catalizador de tudo isso?

Tudo aconteceu por causa de figuras como esta, amplamente divulgadas pela imprensa:




Sim, se dependesse da Região Nordeste, Serra não teria a mínima chance. Mas acontece que, nestas eleições, se você analisar os resultados por região, vai ver que:

No Sul:
Serra ganhou por 7,78% dos votos.

No "Sudeste Maravilha":
Dilma ganhou por 3,76%; graças ao Rio de Janeiro e a Minas Gerais, estados em que Dilma teve uma vantagem na casa dos 20%!
No Espírito Santo, porém, deu empate!
E em São Paulo, o centro do universo, casa de tantos mandatos de direita, Serra não conseguiu nem mesmo 10% de vantagem!

No Centro-Oeste:
Empate!
Rigorosamente, Serra ganhou por 1,84%.

No Norte:
Dilma ganhou por 14,86%.

E no nosso Nordeste amado e odiado por tantos:
Dilma ganhou por avassaladores 41,16%.

Tudo isso está resumido neste quadro:




Números à parte, vamos fazer a vontade dos sudestinos e remover o Nordeste do Brasil. O que aconteceria?



Seriam 26 milhões de votos válidos a menos. E o resultado das eleições:



Oxente, deu Dilma de novo! Como pode? Deve ser por causa do pessoal lá do Norte, né? Então vamos tirar o Norte também:





Eis o sonho de grande parte dos sudestinos. Um Brasil sem Norte/Nordeste!

Agora sim, vamos ao resultado das eleições. Está tudo nas mãos deles:




Mas deu Dilma de novo! E agora, quem explica?

Pergunte aos moleques do Tuíter (sic). O que será que eles diriam?

Provavelmente seria algo nas linhas de: "É por causa dos imigrantes do Norte/Nordeste que votam aqui no Sul/Sudeste".

Raciocínio incorreto. Pois mesmo que todos os migrantes nordestinos tenham votado em Dilma (100% em Dilma, o que é uma hipótese extremamente fantasiosa), o número de sudestinos nativos morando na região é muito maior. Prevaleceu portanto a vontade deles, os nativos, e foi por pequeníssima diferença que Dilma venceu.

Posto isso, ao invés de propor a independência do Sul/Sudeste, os referidos xenófobos deveriam primeiro checar os números e decidir o que fazer com metade de seus conterrâneos. Afinal, há mais eleitores de Dilma nativos de lá (S/SE) do que nativos daqui (N/NE).

Pelo menos não elegemos um "Palhaço profissional" que não sabe sequer ler e escrever.

Um abraço,

Colaboração de Onildo Ferraz


Fontes:
http://kioshi.blogspot.com/2010/11/xenofobia-no-twitter-contra-nordestinos.html
http://placar.eleicoes.uol.com.br/2010/2turno/
http://www.clicrbs.com.br/eleicoes/2010/apuracao/2turno/apuracao.html
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/apuracao/
http://politica.estadao.com.br/eleicoes-2010/apuracao-segundo-turno/?estadual=br&federal=br




terça-feira, 21 de setembro de 2010

SUAPE

No dia 13 de Setembro foi realizado, pela Escola Mater Christi, um trabalho de campo ao Porto de Suape, nos Municpipios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, na Zona da Mata Sul de Pernambuco.
O intuito desta postagem é para que os alunos utilizem esse canal para ter acesso as fotos, e os vídeos, também podendo postar alguma dúvida ou questionamento.
Um trabalho completo poderá ser postado no futuro. Aos demais visitantes do blog, peço a compreensão, em outros sites poderão encontrar as informações necessárias sobre o local.

Segue uma sequencia dos 5 vídeos resultantes do trabalho de campo. Não houve uma edição detalhada do conteúdo uma vez que o objetivo é que os estudantes utilizem esse material para consulta ou confecção dos seus trabalhos.

PARTE 1


PARTE 2


PARTE 3


PARTE 4


PARTE 5







Para baixar TODAS as fotos clique aqui

Ou no link abaixo!!

http://www.4shared.com/file/1U2BLPKt/suape2.html

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Banco Mundial teme pela economia espanhola.



Tomara que a alegria com a conquista da Copa do Mundo não dure pouco.

O Banco Mundial advertiu que a situação econômica espanhola é “muito grave”, apesar de considerar que as medidas de austeridade adotadas pelo governo vão na “direção certa”.

“Creio que a situação na Espanha é muito grave e que o desemprego está extremamente alto”, afirmou o diretor de tendências macroeconômicas da instituição, Andrew Burns, durante uma roda de imprensa em que foi apresentado o informe ‘Perspectivas Econômicas Mundiais para 2010‘.


Não obstante, Burns assinalou que é “provável” que as medidas de consolidação fiscal reduzam o risco de que a economia piore e apontou que os indicadores de mercado mostram uma situação menos grave que a da Grécia ou de Portugal.

Os efeitos de uma crise hipotética de dívida espanhola se fariam notar na América Latina, segundo o Banco Mundial. “Se a situação na Espanha se agravar, poderia afetar os bancos espanhóis, e isso poderia ter um ‘efeito cascada‘, porque os bancos espanhóis são muito ativos na América Latina”, diz o informe do organismo.

(adaptado de elmundo.com)

Publicado por Celso Melo em:oguiageografico.wordpress

sábado, 5 de junho de 2010

Um pouco sobre Pernambuco

Esta postagem aborda de forma breve sobre Estado de Pernambuco, além de tratar um pouco mais especificamente do Município de Brejo da Madre de Deus, com intuito de colaborar com as pesquisas daqueles estudantes que fizeram um trabalho de campo no referido município.


Logo após o tema das mesorregiões trarei um pequeno artigo sobre a Caatinga.



Pernambuco está subdivido nas seguintes mesorregiões:

Mesorregião do São Francisco Pernambucano - 1
Mesorregião do Sertão Pernambucano - 2
Mesorregião do Agreste Pernambucano - 3
Mesorregião da Mata Pernambucana - 4
Mesorregião Metropolitana do Recife - 5




A mesorregião Metropolitana do Recife. É formada por três microrregiões:


Itamaracá

Recife

Suape



A origem institucional da Região Metropolitana do Recife data dos nos anos 70 (1973), embora a identificação do fenômeno metropolitano remonte a meados do século XX, quando o urbanista pernambucano Antônio Baltar (1951) caracteriza o Recife – município sede e núcleo da região - como cidade transmunicipal / cidade conurbada / cidade metropolitana. Desde então, a vida urbana do Recife se integra a dos municípios vizinhos, que, em relação a ele, conformam o aglomerado metropolitano de mais alto nível de integração - Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Paulista.
Inicialmente composta por 9 municípios, a RMR ampliou esse número, ao longo de três décadas, seja por expansão de seu perímetro, seja por desagregação de municípios no seu interior, integrando, atualmente, 13 municípios – Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Ipojuca, Itamaracá, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Recife e São Lourenço da Mata.
A cidade do Recife está situada sobre uma planície aluvional (fluviomarinha), constituída por ilhas, penínsulas, alagados e manguezais envolvidos por 5 rios: Beberibe, Capibaribe, Tejipió e braços do Jaboatão e do Pirapama, conferindo-lhe características peculiares. Essa planície é circundada por colinas em arco que se estendem do norte ao sul, de Olinda até Prazeres (Jaboatão).


Clima

O Recife tem um clima tropical, com alta umidade relativa do ar. Apresenta temperaturas equilibradas ao longo do ano devido à proximidade com o mar. Janeiro possui as temperaturas mais altas, sendo a máxima de 30°C e a mínima de 25°C, com muito sol. Julho possui as temperaturas mais baixas, sendo a máxima de 27°C e a mínima de 20°C, recebendo muita precipitação. A temperatura média anual é de 25,2°C.


Vegetação

O Recife possui uma pequena área de Mata Atlântica no bairro de Dois Irmãos, onde se localiza o Parque Dois Irmãos, o maior parque do município. Além disso, várias áreas do município são de manguezal. As principais encontram-se próximas ao Rio Capibaribe, na zona sul e na fronteira com Olinda. Com 215 hectares de área, o Parque dos Manguezais, pertencente à Marinha do Brasil, está situado entre os bairros do Pina, Boa Viagem e Imbiribeira, na zona sul do Recife, e é banhado pelos rios Jordão e Pina. É um dos maiores manguezais urbanos do mundo, do qual fazem parte a Ilha de Deus, a Ilha de São Simão e a Ilha das Cabras.


Hidrografia

O Recife é conhecido como "Veneza Brasileira" graças à semelhança fluvial com a cidade européia de Veneza. Cercado por rios e cortado por pontes, é cheio de ilhas e mangues. Ali acontece o encontro dos rios Beberibe e Capibaribe que deságuam no Oceano Atlântico. O município conta com dezenas de pontes, entre elas a mais antiga do Brasil, a ponte Maurício de Nassau.
A altitude média em relação ao nível do mar é de 4 metros, porém há algumas áreas do município que se localizam abaixo do nível do mar.


A mesorregião da Mata Pernambucana. É formada por três microrregiões. As cidades mais importantes são Vitória de Santo Antão e Goiana.


As microrregiões da Mata Pernambucana são:

Mata Meridional Pernambucana

Mata Setentrional Pernambucana

Vitória de Santo Antão



A mesorregião do Agreste Pernambucano estende-se por uma área aproximada de 24 400 km², inserida entre a Zona da Mata e o Sertão. Representa 24,7% do território pernambucano e conta com uma população de cerca de 1.800.000 habitantes (25% da população do Estado).
É subdivido em seis microregiões: Vale do Ipanema, Vale do Ipojuca, Alto Capibaribe, Garanhuns, Brejo Pernambucano e Médio Capibaribe.




Suas principais cidades são: Caruaru, Garanhuns, Santa Cruz do Capibaribe, Gravatá, Belo Jardim e Pesqueira nesta mesma ordem em números de habitantes segundo o censo do 2007 IBGE.


Geologicamente a região está situada sobre o Planalto do Borborema em uma altitude média entre 400 a 800 metros, sendo que em alguns pontos como nas microrregiões de Garanhuns e do Ipojuca, as altitudes podem chegar 1000 metros.


Devido ao relevo acidentado o clima na região apresenta-se variado, ficando a cargo do relevo, que em certas microrregiões devido a altitude apresenta temperaturas menores e índices pluviométricos mais generosos, localmente essas regiões são conhecidas como Brejos de Altitude, é o caso da cidade de Taquaritinga do Norte onde a temperatura no inverno gira em torno dos 15°C e em outras, geralmente barlavento, um clima mais quente e árido. No mais, mostra-se uma área de transição, apresentando assim um clima tropical semi-úmido, com seu período de chuvas mais concentrado entre os meses de abril a julho.


A região está inserida na área de abrangência do Polígono das Secas, mas apresentando, um tempo de estiagem menor que a do sertão, devido a sua proximidade do litoral. Os índices pluviométricos podem variar em cada microrregião.


Dividido entre as microrregiões do Vale do Ipojuca e do Alto Capibaribe, encontramos o município do Brejo da Madre de Deus é um município brasileiro do estado de Pernambuco. A Área total do município do Brejo da Madre de Deus é de 782,69 km².


Administrativamente, o município é formado pelos distritos sede e Fazenda Nova e pelos povoados de Tambor de Cima, Tambor de Baixo, Caldeirões, Fazenda Velha, Cavalo Russo, Cacimba de Pedra e Estrago.




O seu distrito mais conhecido é Fazenda Nova, lugar do teatro de Nova Jerusalém, onde se realiza anualmente uma popular encenação da Paixão de Cristo.


A Cidade de Brejo da Madre de Deus está a cerca de 190 km da capital do estado de Pernambuco, Recife. Sua população estimada em 2009 era de 41.651habitantes.


O município está incluído na área geográfica de abrangência do semi-árido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.


O município está localizado no Planalto da Borborema. O relevo da região é bastante acidentado apresentado regiões com altitudes que variam de 600 m a quase 1200 m. A Sede municipal se localiza a uma altitude de 627 metros, sendo o ponto mais alto do município a Serra do Ponto com uma altitude de cerca de 1.195m,(segundo ponto mais alto de Pernambuco).


Alguns distritos são banhados pelo Rio Capibaribe que nasce entre Jataúba e Poção e deságua no Oceano Atlântico em Recife.


Clima

O clima de Brejo da Madre de Deus é do tipo tropical semi-árido, mas que devido ao relevo acidentado do município apresenta inúmeras áreas de brejos de altitude, o que dá ao município um micro-clima único na região, sendo possível assim várias atividades agrícolas.


Seu índice pluviométrico anual é de 884mm, sendo os messes de março e abril os mais chuvosos.


Sua temperatura média anual é de 22.0 ℃, sendo a média das mínimas de 17.4 ℃.


A mesorregião do Sertão Pernambucano. É de clima semi-árido e enfrenta períodos de seca, bem como apresenta algumas das maiores temperaturas do Brasil. É a região mais pobre e com menor densidade demográfica de Pernambuco. As maiores cidades são Serra Talhada, Arcoverde e Salgueiro, uma vez que Petrolina agora faz parte de uma nova mesorregião, a do São Francisco.


É formada por quatro microrregiões.

Microrregião de Araripina

Microrregião de Salgueiro

Microrregião do Pajeú

Microrregião do Sertão do Moxotó



A mesorregião do São Francisco Pernambucano. É formada por duas microrregiões e abrange 15 municípios, com IDH médio 0,656.


Microrregiões:

Itaparica

Petrolina




A Caatinga



A caatinga é uma savana - estépica com fisionomia de deserto, que se caracteriza por um clima semi - árido com poucas e irregulares chuvas e uma vegetação aparentemente seca.


Catinga (do Tupi: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca) é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta.

A caatinga ocupa uma área de cerca de 850.000 km², cerca de 10% do território nacional, englobando de forma contínua parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e parte do norte de Minas Gerais.


Apresenta vegetação típica de regiões semi-áridas com perda de folhagem pela vegetação durante a estação seca. Adaptada às condições de aridez (xerófila).


A caatinga hipoxerófila é mais úmida e a caatinga hiperxerófila ocorre em zonas mais secas, com sete a dez meses secos.


Além da importância biológica, a caatinga apresenta um potencial econômico ainda pouco valorizado. Em termos forrageiros, como opção alimentar para caprinos, ovinos, bovinos e muares. Entre as de potencialidade frutíferas e entre as espécies medicinais.


A Caatinga apresenta três estratos: arbóreo (8 a 12 metros), arbustivo (2 a 5 metros) e o herbáceo (abaixo de 2 metros). A vegetação adaptou-se ao clima seco para se proteger. As folhas, por exemplo, são finas ou inexistentes. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na superfície do solo para absorver o máximo da chuva. Algumas das espécies mais comuns da região são a amburana, aroeira, umbu, baraúna, maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro.


No meio de tanta aridez, a Caatinga surpreende com suas "ilhas de umidade" e solos férteis. São os chamados brejos, que quebram a monotonia das condições físicas e geológicas dos sertões. Nessas ilhas é possível produzir quase todos os alimentos e frutas peculiares aos trópicos do mundo. Essas áreas normalmente localizam-se próximas às serras, onde a abundância de chuvas é maior.